Vetor Bruto
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Capítulo 01 · A tese

Onze anos defendendo infraestrutura crítica brasileira. Começamos em uma sala de quatro pessoas no centro de São Paulo. Hoje, trinta e sete profissionais sustentam operações em três cidades — e a regra que escrevemos no primeiro dia continua válida.

A tese fundadora

O documento que continua orientando o trabalho.

Quando Mariana Quadros e Rafael Tessari escreveram o primeiro memorando interno da Vetor Bruto, em abril de 2014, o cenário brasileiro era outro. A LGPD ainda era anteprojeto, o CERT.br emitia alertas que muitos lia depois do fato, e a noção de red team continuado parecia luxo norte-americano. O memorando — quatro páginas, sem logotipo — argumentava o contrário.

A tese era simples e desconfortável. Empresas brasileiras não sofriam por falta de ferramentas. Sofriam por falta de operação. Compravam licenças, contratavam diagnósticos, recebiam relatórios — e seguiam vulneráveis às mesmas técnicas listadas no relatório anterior. Faltava cadência. Faltava continuidade. Faltava alguém que vivesse dentro do ambiente, todos os dias, com mentalidade adversarial.

O método que adotamos

Operamos em ciclos de quatro semanas. Cada ciclo abre com uma hipótese — uma técnica nova vista em fóruns, um vetor reportado por outro time, uma mudança de inventário do cliente. A hipótese vira plano de ataque, vira execução supervisionada, vira evidência. A evidência alimenta o backlog de detecção do SOC parceiro. Trinta dias depois, a hipótese seguinte já está em campo.

Esse ritmo não tolera generalistas. Por isso o nosso time é distribuído em três especializações verticais: ofensiva aplicada, resposta forense e adequação regulatória. Quem é bom em uma frente não roda nas outras. Mantemos rituais semanais cruzados para que o conhecimento circule — mas a operação respeita a especialização.

Compromissos públicos

Publicamos anualmente um relatório de transparência com número de engajamentos, tempo médio de resposta e principais técnicas observadas em campo. Não nomeamos clientes. Nomeamos famílias de ataque, distribuição setorial e indicadores que outros times de defesa podem usar. O documento de 2025 foi baixado por mais de duzentas equipes brasileiras de segurança.

37
Analistas em tempo integral
3
Escritórios — SP, RJ, Recife
240
Engajamentos concluídos
11+
Anos em operação

Não construímos uma agência. Construímos um time que se comporta como um adversário, e que devolve à defesa a vantagem que parecia perdida.

Mariana Quadros · cofundadora
Conselho operacional

Quem responde por cada engajamento.

MQ

Mariana Quadros

Cofundadora · Estratégia

RT

Rafael Tessari

Cofundador · Operações Ofensivas

LB

Letícia Bessa

Diretora · Resposta Forense

PN

Paulo Nakagawa

Diretor · Adequação LGPD

— Princípio operacional

Especialização sobre cobertura.

Cadência sobre intensidade.

Evidência sobre convicção pessoal.

Como contratamos

A entrada no time leva entre quatro e nove meses.

Não somos uma agência de captação. Não temos meta trimestral de headcount. Quando um time vertical precisa crescer, abrimos um único processo — uma vaga, uma vertical — e levamos o tempo necessário. A última contratação na frente ofensiva consumiu sete meses entre a primeira conversa e o primeiro engajamento autônomo.

A barra é técnica e ética. Esperamos que o candidato resolva problemas reais em laboratório, escreva um memorando defensável em português, e demonstre julgamento maduro diante de ambiguidade regulatória. Avaliamos os três pesos por igual. Quem é excelente em apenas dois nunca chegou a operar conosco.

Posições em aberto

Analista sênior de detecção (Rio de Janeiro), pesquisador de ofensiva aplicada (São Paulo), DPO consultor (Recife). Candidaturas em [email protected].

Quer entender se somos
o parceiro certo?

Marque uma conversa com a Mariana. Quarenta minutos, sem agenda comercial, sem material preparado. Apenas perguntas honestas dos dois lados.